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Diego.E
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Abordagem Comportamental

on Sat Oct 22, 2016 3:51 pm
A abordagem comportamental (AC) consiste numa avaliação realizada pelo investidor aos diferentes produtos e mercados financeiros tendo presente as possíveis influências de factores psicológicos e emocionais nas suas tomadas de decisão.

Esta perspectiva remete para a incorporação da psicologia no processo de decisão de investimento. “A psicologia é fundamental para a prática financeira. Os melhores consultores financeiros não lidam sobretudo com números, lidam com inteligência emocional, (...)” (Rodrigues,. O comportamento do investidor pode ser influenciado por aspectos psicológicos que podem distorcer a identificação e a percepção dos factos.



Cada investidor age na medida do seu interesse individual: maximização do lucro. Apesar do seu interesse ser particular, na verdade os investidores acabam por fazer parte de um grupo que é composto por outros investidores com determinadas expectativas em relação à evolução da cotação das divisas no mercado, acabando desta forma por pertencerem a uma multidão13.

“Todos os indivíduos que têm a expectativa de que os preços de um activo vão subir pertencem à multidão bullish e compram o activo. (…) A outra multidão (bearish) é o conjunto de pessoas que acredita ou deseja que os preços desçam e vendem o activo”. É desta divergência de expectativas, uma de compra e outra de venda, que nasce o mercado.

É possível encontrar padrões de reacção semelhantes quando se expõem diferentes investidores perante situações iguais. Podem surgir tendências de investimento num determinado sentido derivadas de um número significativo de investidores, reflectindo-se em termos de tendências de mercado, ou seja, podem ocorrer reacções dos mercados influenciadas pela psicologia do investidor.

Esta análise tem como enfoque a pesquisa de aspectos psicológicos (componente humana ou emocional) dos investidores que são incorporados no seu processo de avaliação – aspectos esses que não são incorporados na avaliação pela AT e pela AF – com a finalidade de maximizar as mais valias. O objectivo da análise assenta no estudo da forma como os investidores interpretam e agem em função da informação disponível para auxiliar as decisões de investimento.

Por exemplo, a crise que se faz sentir na Grécia, desde que surgiu em finais de 2009, provocou a desvalorização do euro face ao dólar e todas as notícias padronizadas que estimulem a valorização do euro vão ter um impacto menor enquanto o problema económico da Grécia não estiver  resolvido. Efectivamente, essa queda da cotação está associada à falta de confiança por parte dos investidores, o que motiva um excesso de transacções de venda de euros.

No Mercado Forex existe a possibilidade de acontecer uma perda parcial ou total do capital investido, bem como de ocorrerem elevados rendimentos, levando o investidor a depender mais dos seus sentimentos de medo e de ganância.

A este propósito, Matos  refere que “a visão de enriquecimento rápido oblitera a inteligência, e a ganância é um motivador muito forte”. Com efeito, estes sentimentos influenciam o processo de decisão do investidor, conduzindo-o a estratégias incorrectas no momento de tomar uma decisão de compra ou venda a uma determinada cotação, em função da extensão da diferença entre o que pensa que vai acontecer e o que pode realmente acontecer no mercado. “(...) the basic problem is that the trader is not looking at the market as is, but through the lenses of his own expectations about it and further using is favourite indicator to reinforce those ideas instead of looking at the bigger picture. (…) the trade is focusing more on money than on the market.”

Por isso, o investidor deve avaliar com calma e sensatez cada decisão de entrar e/ou sair do mercado, com base no conhecimento das circunstâncias que caracterizam o mercado no momento, na ponderação racional das suas opções e na consciência dos seguintes pressupostos:
• saber que tudo pode acontecer;
• definir limites de perdas e de ganhos;
• saber que cada momento no mercado é único;
• construir a autoconfiança necessária;
• ter autodisciplina;
• agir sem hesitação;
• evitar deixar-se levar pela emoção;
• conhecer a sua resistência ao stress.

O investidor deve saber o que influencia as suas percepções e decisões de modo a desenvolver uma forma de estar consciente das suas emoções e atitudes. O perfil psicológico do investidor e as emoções do momento tendem a condicionar as suas decisões, que se distinguem de outras tomadas na posse dos mesmos dados.

Portanto, deve deter a paciência necessária para esperar que o negócio adequado surja ao seu alcance. Em síntese, o investidor deve saber controlar as reacções que os movimentos do mercado provoquem em si próprio para garantir que pode obter ganhos de forma sustentada e não apenas por razões aleatórias.

A forma de actuação dos grupos de investidores, tais como entidades individuais, sociedades financeiras e bancos, fica muitas vezes exposta à acção do sentimento de pânico, mesmo considerando a existência de um raciocínio lógico do investidor sensato.

Para atingir o sucesso, o investidor tem de perceber o sentimento psicológico geral presente no mercado e investir de acordo com esse sentimento. Assim, se o investidor seguir as suas emoções no seu processo de decisão pode acontecer que sejam contrárias ao sentimento presente no mercado, dando origem à tomada de uma decisão incorrecta.



“Once to make a decision to buy something and make losses, you still hold on even if situations turn from bad to worse, only because you feel that things might turn back in your favor once again.  The main problem here is that, the decision to stick to a losing trade for a long time is an emotional one, since you are in no mood to accept a loss and get out of the trade.”15 Deve, então, basear a sua decisão em factos e eventos objectivos libertos das suas emoções e intuições que podem constituir o seu principal inimigo.''



O investidor necessita de criar regras e de aperfeiçoar a sua disciplina ao longo do tempo como forma de vencer as emoções e as intuições, as quais incluem:

• autocontrole – “Alguns indivíduos não apresentam total controle sobre as suas decisões de investimento, não resistindo, por exemplo, às tentações. O Mercado Forex é propenso a situações em que o investidor não se apercebe que as suas emoções são o mote da sua acção. “O resultado da química das nossas hormonas do stresse no cérebro é conhecido: entra-se em pânico e vende-se”;


• excesso de confiança – advém das decisões de investimento passadas alcançarem sucesso por mera sorte do investidor, fazendo com que volte a investir da mesma forma. No caso de perdas, o investidor muitas vezes não assume o erro e desculpabiliza-se com factores aleatórios de ordem macro-económica e com movimentos errados do mercado. Em consequência, tende a acreditar que é capaz de prever e antecipar os movimentos de mercado sem levar em consideração a verdadeira incerteza que existe no processo de decisão de investimento. Os “indivíduos superestimam a precisão e a eficácia das suas análises e conhecimentos”;


• optimismo – acredita que pode fazer melhor do que realmente faz, sobrevalorizando as suas capacidades de conseguir ganhar mais e acaba por não o conseguir;

• aversão à ambiguidade – está associada à expectativa do que poderá ou não acontecer e que influencia o processo de decisão, uma vez que perante acontecimentos incertos o investidor poderá ter a percepção de certezas erradas. O investidor pensa que vai acontecer o que acaba por não se verificar, levando-o a tomar decisões de investimento erradas como, por exemplo, manter-se numa posição tempo demais;


• aversão à perda – está relacionada com o sentimento provocado por perdas significativas, sendo o sofrimento de perda superior à alegria do ganho. O investidor com uma posição no mercado em perda tende a mantê-la até que volte para terreno positivo, que muitas vezes não acontece, elevando o dano em vez de o atenuar tomando a decisão inversa de investimento. “(...) Muita gente fica altamente tensa face a perdas e arriscará ainda mais nessas situações no sentido de recuperar essas perdas” ;


• ilusão monetária / ganância – a decisão de investir está intimamente ligada à vontade de ganhar muito dinheiro num curto espaço de tempo. A visão do enriquecimento rápido é um motivador muito forte que acaba por diluir o pensamento racional na decisão de investimento. Esta ilusão acaba por conduzir a perdas significativas ou totais do capital investido. É provável que seja uma das principais causas de problemas para quem negoceia neste mercado, uma vez que pode levar ao sobre-investimento (potencia o arriscar em demasia).

Pelo exposto anteriormente, torna-se claro que existem muitos factores de índole emocional que podem conduzir à tomada de decisões pouco fundamentadas e sem consciência do subjacente risco elevado. A performance passada associada a perdas significativas incorridas pelo investidor acaba por influenciar o desempenho futuro, estando muitas vezes relacionadas com o excesso de confiança e de optimismo que o fazem subestimar os riscos.

De facto, a performance negativa histórica influencia o processo de decisão de investimento em que possam ocorrer novas perdas, ficando registada na memória, levando a sobrestimar a hipótese de que ocorram novamente: o investidor fica com aversão à perda. 

Conforme salienta o autor Mosca as pessoas não são avessas ao risco, mas sim avessas a perdas, na medida em que o sentimento negativo associado a uma perda é superior ao sentimento positivo associado a um ganho na mesma proporção. Esta desigualdade de sentimentos em cenários opostos vai influenciar o processo de tomada de decisão do investidor.

Apesar da dificuldade “natural” que o ser humano sente em assumir um erro perante um resultado negativo – ao contrário do que sucede perante um resultado positivo – o investidor deve procurar saber qual a razão que o levou a tomar uma decisão incorrecta, de modo a melhorar a estratégia de negociação e a afastar o sentimento negativo que poderá existir no processo de decisão.



“Um investidor que detém uma posição no mercado passa por inúmeras sensações. Quando o preço evolui favoravelmente, para além dos benefícios monetários, sentirá conforto, autoconfiança e prazer; sempre que o preço evoluir desfavoravelmente, experimentará frustração, incerteza, medo e desespero”



A acrescer a tudo isto, o investidor não deve ceder à tentação de estar em permanente negociação, mas antes saber aguardar pela melhor altura para agir. O Mercado Forex está disponível para negociar 24 horas por dia devido à elevada quantidade de países que abrange. Todavia, em determinados períodos do dia existe uma volatilidade mais acentuada em consequência da presença activa de diversos mercados bolsistas em simultâneo. No quadro seguinte podem observar-se as horas de actividade de quatro dos mais importantes mercados do mundo:





“Um investidor de sucesso, tal como um trader, tem obrigatoriamente que possuir regras rígidas, não podendo nunca deixar-se levar pela emoção de um momento ou pela paixão por uma acção. Existem factores básicos a ter em conta e sobre os quais um trader tem que assentar a sua investida no mercado.”

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